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Domingo, 29 de Março de 2015

Registo de dados

Foi em 2001 que ocorreu o primeiro parto de uma das minhas cadelas. Como sempre acontece nestas ocasiões eu estava uma pilha de nervos. A minha pequena já tinha dado os primeiros sinais e nesse momento chegaram a minha casa a Lilian Roucoules e o seu marido o Eng. Eugénio Gago, criadores dos meus primeiros boxers.

A Lilian trazia consigo um caderno e referiu que nele íamos registar todos os pormenores do parto. Pegou numa régua e desenhou uma tabela onde foi assinalando tudo o que ia acontecendo. Foi uma das tantas coisas que com eles apreendi.

Com este post quero retribuir aquele gesto pondo a disposição de todos alguns dos ficheiros que costumo utilizar.

 

 FICHEIRO PARA BAIXAR: Template (1).xlsx

 

De seguida passo a explicar como é que este ficheiro pode ser utilizado.

Separador Pedigree

Como mostra a seguinte imagem, é possível reproduzir o pedigree de um exemplar escrevendo o seu nome o os nomes dos seus antepassados.

SepLOP_Final.jpg

Separador Expos

Como a imagem ilustra, é fornecida uma tabela que permite registar o desempenho em exposições caninas de um determinado exemplar.

Expos_final.jpg

Separador Parto

Se há algo que os criadores sabem é que todos os partos são diferentes. Sendo também verdade que as cadelas têm  comportamentos dferenciados durante os partos. Umas ficam calmas na cama, enquanto outras têm uma abordagem mais activa.

É por este motivo que considero extremamente importante registar tudo antes, durante e após o parto.

Embora o parto é algo natural e a maioria das cadelas sabem muito bem o que devem fazer, se for preciso consultar o médico veterinário, dispor de uma registo desta natureza pode dar uma grande ajuda para um eventual diagnostico, rápido e acertado.

Neste separador a título de exemplo decidi incluir algumas das notas que costumo tomar na altura dos partos.

Parto1_final.jpg

Como é possível observar podemos assinalar a data das montas, respectivo dia do cio, níveis de progesterona, data de nascimento, nome do progenitor, temperatura da cadela, o seu comportamento, tratamentos médicos, etc.

Na imagem seguinte é possível ver um exemplo do registo do nascimento de um cachorro.

Parto2_final.jpg

Este é o momento pelo qual os criadores aguardam durante semanas após o acasalamento, meses após o último cio, e durante anos cheios de ilusão e trabalho.

Para mim é fundamental fazer uma descrição pormenorizada do cachorro, pois mais tarde pode nascer outro cachorro parecido e podemos ter dificuldade em os distinguir. Também é importante assinalar se nasceu com ou sem placenta.

A hora do nascimento é outro registo importante que em caso de necessidade deve  informar ao seu médico veterinário.

Na coluna da direita (observações) costumo anotar informações posteriores ao nascimento dos cachorros como são a cor das pálpebras (membrana nictitante) e a colocação dos testículos, no caso dos machos.

Separador Cachorros

Neste separador é possível encontrar uma tabela para o registo diário do peso dos cachorros. É algo que faço nos primeiros 28 dias. Após esse período continuo a pesar os cachorros mas não diariamente.

Cachorros_Final.jpg

Como todos os criadores sabem é muito importante que os cachorros ganhem peso todos os dias. Se tal não acontece pode indicar algum problema de saúde. É preciso deixar que tudo corra o mais naturalmente possível, mas também é preciso estar atento e em caso de necessidade não hesite em procurar ajuda de um veterinário e/ou de um criador mais experiente. Em boa verdade nos primeiros dois dias é normal que os cachorros percam algum peso.

Neste separador está igualmente incluída uma tabela onde podem ser assinalados dados importantes sobre alimentação, tratamentos, desparasitações, vacinas, etc.

Na seguinte imagem é possível observar que para cada um dos cachorros existem duas colunas. Na primeira delas pode ser registado o peso diário dos bébés. Na segunda coluna o ficheiro calcula automaticamente a diferença de peso. Se o cachorro perde peso, também de maneira automática a célula muda de cor.

No ficheiro, para exemplificar o seu funcionamento, a primeira coluna está parcialmente preenchida

Cachorros1_final.jpg

O meu maior desejo é que este modesto contributo possa ajudar a todos os meus amigos, da mesma maneira que sempre fui ajudado por muita boa gente.

O Blog do Boxer tem as portas abertas para todos os que queiram contribuir com ideias, reflexões e experiências sobre a nossa raça de eleição.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Blog do Boxer às 18:35

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Quinta-feira, 26 de Março de 2015

Boxers europeus no Brasil

No facebook existe um grupo denominado Boxers Europeus no Brasil que como o seu nome indica está dedicado aos exemplares de raça boxer, de linhas europeas.

Um dos responsáveis pelo grupo é o Sr. Romero Tavares da Silva, criador de boxers com o afixo Filipéia Boxers.

Romero Tavares.jpg

Tomei a liberdade de colocar algumas questões ao Sr. Romero, cuja respostas de seguida transcrevo. Quero portanto agradecer a sua amabilidade em responder às perguntas do Blog do Boxer. É um gesto que nos permite aos boxeristas deste lado do Atlántico, ter uma visão mais nítida do boxerismo brasileiro.

Qual é a sua ligação a raça boxer?

Meu primeiro casal de boxers foram Panzer e Hardie. Panzer era um macho sem grandes qualidades morfológicas e Hardie uma fêmea filha de um boxer do canil Jacquet. Pecebi que não teria muito sucesso nos ringues com Panzer. Hardie chegou a ser campeã jovem, antes que eu desistisse da carreira de ambos. Eles viveram dez anos comigo. Panzer faleceu e infelizmente um mês depois foi a vez de Hardie.

Em casa ficamos todos tão abalados que resolvi nunca mais criar cães. Quatro anos mais tarde, numa viagem familiar, a casa foi assaltada e decidí voltar a adquirir boxers. Durante três anos tive exemplares de linhagem americana, que como sabem, predomina no Brasil.

Praticamente só tive boxers oriundos do Canil Sunland, que eu mesmo os apresentava. Uma de minhas cadelas que eu apresentei: Diva Denevi Sunland BR, chegou a ser Campeã, Grande Campeã e Campeã Panamericana.

Quando foi que teve o seu primeiro boxer europeu?

Em fevereiro de 2012 chega a minha casa Jir Pia Torino. Em agosto de 2012 trouxe Jir Pia Xesca, ambos de Montagut, Catalunha, Espanha.

Já teve alguma ninhada de boxers europeus?

Sim, em fevereiro de 2014, nasceu uma ninhada exclusivamente de linhagem europeia em meu canil, filhos de Jir Pia Torino X Jir Pia Xesca.

Quantos boxers europeus há no Brasil?

Na década passada, numa iniciativa isolada, foram importados cerca de dez boxers holandeses por um criador brasileiro.

Essa iniciativa não foi capaz de difundir a linhagem de boxers europeus no Brasil. Mais recentemente, foram importados boxers europeus por vários criadores. Nomeadamente em 2015 diversos cães foram importados. Tanto quanto sei, até o ano 2013 viviam no Brasil os seguintes boxers europeus:
- Ibsen do Vale do Lethes ( Nobel do Sul X Janga do Casal de Lemos)
- Notorius di Casa Bigi (Ben del Gran Mogol X Carol di Casa Bigi)
- Lenda do Vale do Lethes (Tino del Colle del´Infinito X Quira do Sul)
- Touareg di Casa Vernice (Ippolito del Colle Del´Infinito X Brait´s Flash of the Night)
- Allure de Canirutilus (Bacchus da Ribeira Regia X Erwin de Aarõn del Tajo)
- Seedorf de Lareanus
- Jir Pia Torino (Denver de Kukuarri X Rolls Royce de Jir Pia)
- Jir Pia Xesca (Percy Optima Grata X Zafira dela Cadormare)
- Chiara di Casa Lucrezia (Skipper di Casa Lucrezia x Rumba di Casa Lucrezia)

Quais são as dificuldades que enfrentam os criadores de boxers europeus?

Existem poucos exemplares dessa linhagem, que foram importados sem seguir um plano global. Regra geral eles não têm parentesco e portanto os acasalamentos são do tipo outcross. Como já referi, têm sido feitas muitas importações e o lote de europeus no Brasil está a aumentar. Desta forma, será possível fazer acasalamentos mais próximos geneticamente e simultaneamente teremos mas alternativas de escolhas de padreadores.

Como vislumbra o futuro dos boxers europeus no Brasil?

Os boxers europeus começaram a ser difundidos com maior intensidade no Brasil, propiciando ao plantel brasileiro algumas características bem específicas como são as cabeças mais imponentes, a substância e o temperamento. Alguns criadores tem tido sucesso com essa combinação e alguns boxers oriundos dessa combinação também estão a ter sucesso.

publicado por Blog do Boxer às 18:16

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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

De zero até os três meses

baner.jpg

É o mais importante período para a máxima e absoluta aprendizagem


Há já vários anos que eu dedico uma especial atenção ao crescimento das minhas ninhadas.
Naturalmente os meus cuidados passam pela atenção à sua saúde, à sua alimentação e proteção contra eventuais doenças. Contudo há algo que eu sempre tenho presente: observar o comportamento dos cachorros desde o seu nascimento.  


Considero que os criadores têm um papel muito importante no relacionamento com o cachorro, no sentido de que no futuro este seja capaz de utilizar da melhor maneira as suas qualidades naturais.


O período de tempo do nascimento até os três anos de idade tem sido profundamente estudado por ser muito importante para as crianças. Este intervalo de tempo pode ser comparado, no caso dos cachorros, ao intervalo entre o nascimento e os três meses de idade.


É muito vasta a literatura dedicada aos primeiros três anos de vida dos humanos, uma importante referência bibliográfica é o livro intitulado “De zero até os três anos”, de Piero Angela. É um livro que não é recente mas que continua actual.


Há também boa literatura canina da autoria de vários estudiosos americanos. Do meu ponto de vista há indicações importantes reveladas por eles. Penso que é muito importante que quem decida criar uma ninhada conheça bem as fases de desenvolvimento dos cachorros. Principalmente porque respeitando essas fases ele pode evitar perigosas complicações com o cachorro.


Durante o parto, sempre que possível, é melhor deixar que a cadela viva essa experiencia. Isto não deve excluir a nossa cuidadosa e activa presença em caso de necessidade.


Primeira Fase

2015-03-23 13.33.18.jpg

Relativamente à primeira fase, isto é, as primeiras três semanas de vida, é necessário ter em conta quais são as necessidades do cachorro: comida, sono, calor, contacto com a mãe e contacto com os irmãos.
Nos primeiros dias os cachorros reagem apenas à fome e à temperatura. A partir dos dez dias de vida também reagem ao toque. É relativamente fácil observar que eles percebem a diferença entre o calor da mãe e a mão de alguma pessoa (de facto sendo tocados por uma mão, eles mostram um ligeiro enrijecimento)


Isto permite-nos compreender que nesta altura devemos mexer neles apenas quando necessário. Nesta fase, as principais regras a respeitar são: dar-lhes sossego e excluir presenças estranhas.


É possível testar a viabilidade dos cachorros observando as escolhas instintivas da mãe. Instintivamente a mãe escolherá em primeiro lugar os cachorros mais viáveis (isto é válido apenas para os primeiros dois cachorros).


Segunda Fase


A segunda fase é do 21º dia até o 28º .  Neste período é necessário manter os cachorros num ambiente calmo, mas para além das necessidades da primeira fase, agora começam o desenvolvimento dos sentidos, a percepção de barulhos da luz e especialmente a sociabilização. Neste último caso uma maior sociabilização entre os irmão e numa menor medida com as pessoas.


Nesta altura começa a exploração do ambiente circundante e qualquer interacção com os cachorros deve ser feita com muita prudência. Não obstante deve ser aumentado de maneira gradual o toque, os ruídos, novos cheiros e contacto com pessoas.


Terceira fase

stage3.jpg

Na terceira fase (quita, sexta e sétima semana) é necessário aumentar, também de forma gradual, o contacto com os humanos. Se nas primeiras duas fases é melhor um relacionamento com uma única pessoa, a partir do 28º dia em diante o número de pessoas que se aproximam dos cachorros deve ser numeroso.


A quinta semana é a mais importante na sociabilização com os indivíduos da sua espécie. É quando é estabelecida a hierarquia entre eles, embora possa vir a ser alterada. Da sua mãe os cachorros aprendem a obediência, a subordinação e a inibição da mordida.


O período entre o 28º e o 44º dia é muito importante para desenvolver o sentido da limpeza. É esta a altura certa para os ensinar a defecar fora, na relva.

 

Nesta fase é negativo manter um ambiente muito calmo, sem ruídos e visitantes. É necessário educar os cachorros a ouvir barulhos inusuais. De maneira gradual podem ser introduzidas gravações de áudio, som de buzinas, de pratos, etc. A reacção dos cachorros a estes ruídos é sempre a mesma: afastam-se a correr. Mas isto não deve ser motivo de preocupação. É importante observar o tempo que levam a retornar ao sitio do qual se afastaram e observar o seu comportamento.


Também é aconselhável colocar na cama dos cachorros (ou no ambiente circundante) alguns objectos inusuais que sejam feitos de materiais diferentes e que também sejam diferentes nas suas formas e ruídos que produzem.


A partir da sexta semana (do 36º  até o 42º dia)  é necessário começar a separar o cachorro dos seus irmão e da sua mãe. Logo deve dedicar-se exclusivamente a ele todos os dias, durante algum tempo. No início durante 5 ou 10 minutos. Este tempo deve ser aumentado gradualmente de maneira a estabelecer uma ligação com o cachorro. É importante diminuir o contacto com o outros da sua espécie e aprofundar o relacionamento com os homens. Na prática estamos a começar a modificar a  formação natural do cachorro, de maneira ao integrar com os humanos. Isto é especialmente propedêutico para o seu futuro. Esta fase é muito importante porque é nela que é estabelecido o correcto balanceamento entre a natureza canina do cachorro e a sua ligação com as pessoas.


Se queremos uma boa sociabilização dos cachorros com as pessoas em geral, esta é a altura certa para convidar amigos e pessoas a brincar com os cachorros.


Quarta Fase

 

stage4.jpg

Se nas fase anteriores foi induzida uma boa sociabilização com os humanos, agora isto deve ser reforçado. O cão está pronto para reconhecer o homem como o líder da matilha. É desejável que ele também tenha contacto com todos os membros da família.


Durante a oitava e nona semana é necessário afastar o cachorro de todas as eventuais experiencias traumática. De facto neste período é desenvolvida nele a sensação de medo. Se possível, durante estas semanas é melhor não ceder o cachorro. Deve ser dada uma especial atenção aos possíveis traumas. É preciso ser o mais natural possível, ser o líder da matilha, brincar com eles, alimenta-lhos e aumentar o tom da voz. Isto tudo com naturalidade e moderação.


É agora a altura certa para uma máxima e absoluta aprendizagem e apra uma integração com os humanos . Ou seja, a partir deste momento pode relacionar-se com o cachorro baseado naquilo que pretende para ele enquanto cão adulto. Para isso é preciso considerar o seu comportamento natural. Se ele passa por uma crise, motivada por algum exagero seu, esses momentos serão ultrapassados facilmente com bondade e moderação.


Esta análise esquemática das diferentes fases de desenvolvimento é o corolário de um grande trabalho de observações cuidadosas dos resultados de testes realizados.


Obviamente não listarei todos os testes que podem ser realizados, mas a partir da terceira fase existem vários testes que podem ajudar o criador com resultados que podem ser registados. Todo este conhecimento, na minha opinião, pode vir a constituir um importante conhecimento cultural. Gostaria de lembrar um famoso escritor contemporâneo que afirmou: “Cultura é tudo aquilo que não parece ser cultura”

publicado por Blog do Boxer às 18:12

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From zero to three months

baner.jpg

This is the most important period where the maximal learning can be obtained.

For many years I devote special attention to the litters I've breed. Naturally, my main concern tends towards the health of the puppies, the diet to protect them against diseases, but it is also important to watch their own behavior sincetheir birth.

In my opinion, it is very important that the breeder assumes an important role in the relationship with the puppy. That will allow that the puppy will be able to use all his own natural qualities. The age between 0 to 3 years old has been studied by many people, and it's now known that it is very important for the child. This may also be comparable to puppies in age from zero to the three months old. There is a rich literature about first three years of the human-species, one of this is the very important book entitled "From zero to there years", by Piero Angela, not of recent but still actual.

There are also good dog-literature by various american researches, in my opinion with interesting indications concerning this age. I think it is very important that he who decide to have a litter know well the developed-stages of the puppy exactly, because by respecting these stages, he can avoid the later puppy problems.

First Stage

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During the delivery process, if it is possible, it is always better let the female control everything. However this do not exclude our action in case of need. Concerning the first age, ie., the first three weeks of life, it is necessary to analyze which are the needs of the puppies: food, sleep, warmth, mum touch, brother touch.

In the first days puppies react just to the hunger and to the temperature. Since 10 days puppies old also react to the touch. It is easy to register that they perceive the difference of warmth between the mother and the hand of someone (in fact touching them by hand, they show a light stiffening). All that made us understand that we must only touch them if it is extrictly necessary.

In that stage, the main rules to respect are: to give them quiet, and to exclude stranger presences. It is possible to test the puppies by watching at the instinctive choice of the mother: by nature the female will choice first the puppies more viable (that is valid only for the first two puppies).

Second Stage

Second stage is from 21st to 28th day, in this period it is necessary to keep the puppies quiet, but besides the needs of first stage. It is also the beginning of the stage of the development of senses: noise, light and especially socialization, much with the brothers, less with people. Now, the dog starts the exploration of the surrounding ambient and every touch with them must be done with prudence and it must increase gradually (touch, noises, smells, contact with people).

Third Stage

stage3.jpg

In the third stage (fifth, sixth and seventh week) it is necessary to gradually increase the contact with humans. If in first two stages it was better the relationship with just one person, since day 28th onward, people who approach the puppies must be numerous. The fifth week is the most important for the socialization with other of their own species. It is developing a hierarchy among them (however changeable). By their mother they have learnt: obedience, subordination, inhibition to bite.

The time from 28th day to 44th day is very important for the development of clean-sense. It is also the right time to teach them to defecate outside on the grass. During this stage it is negative a quiet kennel without noises and visiting people. It is necessary to educate puppies to hear unusual noises, however again, always gradually: records, motors, klaxon, pots, etc. Puppy react at new noises always running away... don't worry! Still, it is very important to check how much time will it take to get him back to the same place where the sound happened and to observe his behavior.

It is good to put into dog's bed or in the other surrounding ambient a few unusual objects of different materials, forms and sounds.

At the age of 6 weeks old (36th day to 42th day) it is necessary to begin to separate the puppy from the brothers, from the mother and from the usual ambient. Then devote yourself only to him: could be better to do it every day: at the beginning spending 5-10 minutes, and then increasing gradually the time. It is important to reduce the contact with others of their own species and to increase the attachment to the man. In practice, we start to modify the natural formation of the puppy, in order to get a puppy integrated with the man. Specially this is a propaedeutic to the coming dressed-dog.

This stage is very important because now it's the time when we establish the right balance of the subject: he must be integrated with others dogs, but with the man too. If we want a good socialization of the puppy with people in general, it is good to invite friends and children to play with them.

Fourth Stage

stage4.jpg

If the previous stages induces the puppy to a good socialization with the man, now it will be stronger. The dog will be ready to recognize that the man is the chief of the herd. Would be better if he get in contact with all members of the family too.

During eighth and ninth weeks, it is necessary for the puppy to exclude every traumatic experiences. In fact it is in this period that the fear sense develops into himself. If possible, during these mentioned weeks, it would be better do not sell the puppy. There's a need to be very careful with any trauma. It is necessary to be as natural as possible, to be the chief of the herd, play, pet them, yell at them. All this very naturally and with moderation.

It is now the right time for the puppy to obtain the maximum learning and integrate him with humans. Therefore, since now you can start a relationship with the puppy based on what you will demand from him when he will be an adult dog. All this considering his own natural behavior. If he pass through a crisis, because you have exaggerated, these moments will be overcome easily with kindness and moderation.

This schematic analyze of the development stages is a sum of a lot of work and product of careful observations done.

Naturally, I won't list the tests that can be used. Since the 3rd stage there is several tests which can help the breeder with recordable results. In my opinion, all this knowledge in a long time will became a great cultural acknowledgement. I would like to remember that a famous contemporary writer permits himself to say: "Culture is all that doesn't seem culture".

publicado por Blog do Boxer às 18:03

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Terça-feira, 17 de Março de 2015

Blacky von der Schleuse

Foi um som estranho que chamou a sua atenção, era metálico, parecido ao das ferramentas dos operários da fábrica. Mas não era duma ferramenta que provinha aquele barulho esquisito. Já o tinha ouvido noutras ocasiões e imediatamente soube que algo de muito mau estava preste acontecer: era o som duma arma a ser carregada.

Olhou para o portão e viu que um grupo de homens com tochas nas mãos, tinham invadido a propriedade. Não havia tempo para acordar a família. Tinha que os deter antes de chegarem à casa. Correu na direcção dos intrusos e quando estava prestes alcança-los alguém gritou:

Cuidado!- E disparou…

A bala perfurou a pele. Com o impacto rolou pelo chão e a dor fe-lo perder os sentidos.

Acordou com a conversa de dois homens ao pé de si.

- Ainda está vivo. Dá cabo dele!

- Espera, podemos acordar os vizinhos.

Voltou a perder os sentidos, só os recuperou quando sentiu que mergulhava numa água fria e escura. Levou alguns instantes até chegar à superfície e compreender onde se encontrava: estava no poço!

Sabia que com os ferimentos que tinha não conseguiria manter-se à tona durante muito tempo. Procurou algo a que se segurar e felizmente encontrou a ponta duma pedra, que sobressaía da parede como um pequeno degrau.

Chamou, mas ninguém o podia ouvir. Escutou gritos e sentiu um cheiro intenso. Era fumo. Compreendeu que a casa e a fábrica estavam a arder e gritou de raiva por não poder ajudar a sua família. Se não estivesse ferido com certeza que conseguiria sair daquele buraco. Não havia na quinta vedação que lhe resistisse. Mas assim ferido não tinha a mínima hipótese de sair. 

Voltou a chamar...

Passou o resto da noite num verdadeiro suplicio. Soube que era dia pela claridade na entrada do poço. As dores eram cada vez mais fortes e por vezes perdia a consciência.

Gritou, mas o som da sua voz foi abafado pela sirene dos bombeiros.

Estava a desfalecer e compreendeu que tinha que fazer alguma coisa. Se não saísse dali acabaria por afogar-se. Juntou as forças que ainda lhe restavam e conseguiu equilibrar-se no pequeno degrau. Olhou e viu mais acima uma saliência à qual se poderia segurar, se pudesse chegar até ela. Para o conseguir teria de saltar.

O salto provocou uma chicotada que percorreu todo o seu corpo a partir da ferida.

Bateu com a cabeça na parede, não conseguiu segurar-se e voltou a mergulhar na água.

Chamou, chamou, chamou, ... até desmaiar.

Entrou numa espécie de estado semiconsciente que antecede a morte, onde a dor, a fome, a febre e o frio misturam-se com as lembranças de toda uma vida. Estava a agonizar.

Não soube ao certo quanto tempo ficou nesse estado. Sentiu uma luz forte nos olhos e viu que o sol já estava bem alto. Mas não acordou por causa do mesmo. Pareceu-lhe, por um momento, ter ouvido passos junto ao poço. Concentrou todos os seus sentidos naquele familiar arrastar dos pés. Não estava enganado, alguém se aproximava.

Gritou, gritou com todas as forças que o seu estado lhe permitia e ouviu antes de voltar a desmaiar:

- Pluto!!

- Acudam, o Pluto está no poço. Rápido que está VIVO!

 

Blacky von der Scheleuse, aliás Pluto, um cão de raça boxer, propriedade dum casal de empresários alemães foi trazido com eles para Portugal. Em 1975, na sequência dum assalto, Blacky sobreviveu a uma bárbara agressão. Foi baleado e atirado a um poço onde teve que lutar pela sua vida durante muitas horas.

Os seus donos perderam a casa e a fábrica dos quais eram proprietários, mas milagrosamente conseguiram recuperar um dos exemplares que mais aportou à criação boxerista em Portugal.

Blacky foi o pai de três ninhadas do afixo Vallée D'Oulja, onde é preciso destacar os campeões Azziz, Ain, Andir e Djinn de la Vallée D'Oulja. A mãe destas ninhadas foi Wachtel von Barruck. Ao longo de 40 anos, exemplares descendentes do Blacky e Wachtel foram criados com os afixos da maioria dos criadores portugueses.

A seguinte imagem é de Ch. Ain de la Vallée D'Oulja, provavelmente a mais conhecida dos seus filhos.

Ain_vallee_doulja.jpg

 

 

publicado por Blog do Boxer às 23:08

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Sábado, 14 de Março de 2015

¿Cual será el color de los cachorros?

En esta ocasión me gustaría explicar como son determinados los colores del bóxer, del punto de vista genético.

El estándar de la raza (http://www.fci.be/en/nomenclature/BOXER-144.html) establece dos colores admisibles: dorado y atigrado. El estándar no admite el color blanco, aunque con frecuencia es posible encontrar bóxers de ese color. Mi propósito es explicar como interactúan los dos colores admisibles.

La explicación para este fenómeno fue dada por Gregor Mendel en la segunda mitad del siglo XIX. Mendel fue un monje que descubrió los fundamentos de la genética al cruzar guisantes de diferentes colores (verdes y amarillos). Las Leyes que Mendel descubrió tienen su nombre y en particular la primera de ellas (mono hibridismo) explica la interacción entre el color dorado y el color atigrado en los perros de raza bóxer.

Para las personas como yo, que no son especialistas en genética, es suficiente saber que los genes están formados por dos partes. Una que viene del padre y otra aportada por la madre.

Si el color blanco no entra en la ecuación, entonces los genes que determinan el color de los bóxers pueden ser de tres tipos diferentes: DD, DT (TD) y TT, donde D representa el color dorado y T el atigrado. La siguiente tabla muestra la conexión entre el genotipo (potencial genético) y el fenotipo (color) de los bóxers.

TabelaCores.jpg

Como es posible observar hay perros que tan solo tienen una de las características del color (perros homocigóticos). Los bóxers dorados son todos homocigóticos del tipo DD y hay bóxers atigrados homocigóticos que son del tipo TT. No obstante, también hay bóxers atigrados que en su potencial genético tienes características doradas (DT y TD), aportadas por uno de sus progenitores. En ese caso diremos que el bóxer es heterocigótico. Es esta la razón por la cual en los bóxers el color dorado es considerado recesivo y el color atigrado es referido como dominante. 

La historia del bóxer recoge ejemplos de bóxers atigrados de ambos tipos. Uno de los mas influyentes bóxers de las ultimas décadas fue Teck del Colle del Infinito, un macho atigrado, padre de centenas de bóxers de ambos colores. O sea, Teck fue un bóxer atigrado heterocigótico (DT).

Teck.jpg

Otro conocido macho atigrado fue Caruso di Soragna, también padre de centenas de bóxers, todos atigrados. La explicación para este hecho está en el genotipo de Caruso: TT. Por tanto Caruso fue un bóxer atigrado homocigótico.

Caruso.jpg

¿Entonces, si nuestro bóxer es atigrado, como es que podemos saber se es homocigótico (TT) o heterocigótico (DT/TD)? ¿O sea, como es que los propietarios de bóxers atigrados pueden saber si los hijos de él (ella) serán dorados o atigrados? 

Por favor responda a las siguientes preguntas:

¿El bóxer atigrado es hijo (hija) de un bóxer dorado?

¿El bóxer atigrado ya tuvo algún hijo dorado?

Si la respuesta a una de estas preguntas es SI, entonces su bóxer es heterocigótico (DT/TD) y teóricamente puede generar hijos de ambos colores.

Si la respuesta a ambas preguntas es NO, entonces probablemente su bóxer es homocigótico (TT) y apenas puede generar hijos atigrados. Es necesario salientar la palabra “probablemente” pues en este caso la certeza nunca es absoluta.

Las siguientes imágenes ilustran los seis casos que pueden suceder en el apareamiento de dos ejemplares de raza bóxer, excluyendo el color blanco.

Los porcientos son apenas una indicación de las respectivas probabilidades. Como ejemplo me gustaría citar una de mis camadas, formada por 5 cachorros dorados, hijos de un macho dorado y una perra atigrada (Caso 2).

 

Caso1.jpg

Caso2.jpg

Caso3.jpg

Caso4.jpg

Caso52.jpg

 

Caso6.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Blog do Boxer às 16:24

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Sexta-feira, 13 de Março de 2015

Qual será a cor dos cachorros?

 

 

 

Neste texto gostaria de explicar como do ponto de vista genético, são determinadas as cores do boxer.

O standard da raça (http://www.fci.be/en/nomenclature/BOXER-144.html) estabelece duas cores admissíveis: fulvo e tigrado. Os boxer fulvos também são conhecidos como dourados, castanhos, camurças ou amarelos.

O standard não admite a cor branca, embora seja frequente encontrar boxers dessa cor. O meu propósito é mostrar como interagem as duas cores admissíveis.

A explicação para este fenómeno foi dada por Gregor Mendel na segunda metade do século XIX. Mendel foi um monge que lançou as bases da genética ao cruzar ervilhas de diferentes cores (verdes e amarelas). As Leis que Mendel descobriu têm o seu nome e em particular a primeira delas (monoibridismo) explica a interacção entre a cor fulva e a cor tigrada nos cães de raça boxer.

Para as pessoas como eu, que não são especialistas em genética, basta saber que os genes são constituídos por duas partes. Uma que vem do pai e outra aportada pela mãe.

Se a cor branca não entra na equação, então os genes que determinam a cor nos boxer podem ser de três tipos diferentes: FF, FT (TF) e TT, onde F representa a cor fulva e T a tigrada. A seguinte tabela estabelece a ligação entre o genotipo (bagagem genética) e o fenotipo (cor) dos boxers.

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Como é possível observar há cães que apenas possuem uma das características da cor (cães homozigóticos). De facto os boxers fulvos são todos homozigótico do tipo FF e há boxers tigrados homozigóticos  do tipo TT. Mas também há boxers tigrados que na sua bagagem genéticas contem as características fulvas (FT e TF), aportadas por um dos seus progenitores. Nesse caso diz-se que o boxer é heterozigótico. Essa é a razão pela qual nos boxers a cor fulva é considerada recessiva e a cor tigrada é chamada de dominante.

A história do boxer recolhe exemplos de boxers tigrados de ambos os tipos. Um dos mais influentes boxers das ultimas décadas foi Teck del Colle del Infinito, um macho tigrado que foi o pai de centenas de boxers de ambas as cores. Logo, Teck foi um boxer tigrado heterozigótico (FT).

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Outro conhecido macho tigrado foi Caruso di Soragna, também pai de centenas de boxers, todos de cor tigrada. A explicação para este facto está no genotipo do Caruso: TT. Isto é Caruso foi um boxer tigrado homozigótico.

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Então, se o nosso boxer é tigrado, como é que podemos saber se é homozigótico (TT) ou heterozigótico (FT/TF)? Ou seja como é que os proprietários de boxers tigrados podem saber se os filhos dele (dela) serão fulvos ou tigrados? 

Por favor comece por responder às seguintes perguntas: 

O boxer tigrado é filho (filha) de um boxer fulvo?

O boxer tigrado já concebeu algum filho fulvo? 

Se a resposta a uma destas perguntas é SIM, então o seu boxer é heterozigótico (FT/TF) e teoricamente pode gerar filhos de ambas as cores.

Se a resposta a ambas as perguntas é NÃO, então provavelmente o seu boxer é homozigótico (TT) e apenas pode gerar filhos tigrados. É preciso frisar a palavra “provavelmente” pois neste caso a certeza nunca é absoluta. 

As seguintes imagens ilustram os seis casos que podem ocorrer no acasalamento de dois exemplares de raça boxer, excluindo a cor branca.

É preciso assinalar que as percentagens são meramente indicativas das respectivas probabilidades. A título de exemplo refiro que já tive uma ninhada de 5 cachorros fulvos, filhos de uma macho fulvo com uma cadela tigrada (Caso 2 )

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publicado por Blog do Boxer às 14:04

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